O mundo oferece inúmeras razões para endurecermos.
A desilusão, a perda, a injustiça, a ingratidão — tudo parece convidar o coração a fechar-se.
Mas há uma elegância rara em permanecer sensível.
Em continuar a comover-se.
Em não permitir que a dureza alheia nos roube a delicadeza.
Ser terno depois de ter sofrido
é uma forma superior de inteligência espiritual.
Porque a verdadeira força não está em deixar de sentir.
Está em sentir profundamente
e, ainda assim, escolher o amor.
© Pedro Miguel Rocha